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CAPS AD - Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas | RAPS

Centro de Atenção Psicossocial

Álcool e Drogas (CAPS AD)
Marcelo Melo e Daniel Cruz Cordeiro
PONTOS-CHAVE
  • As mudanças nas políticas de saúde pública elegeram os CAPS AD como um importante instrumento de cuidados ao usuário de substâncias e a seus familiares.
  • O CAPS AD propõe estratégias mais próximas à realidade das pessoas e das comunidades.
  • O tratamento proposto é moldado individualmente, usando um projeto terapêutico singular, o que possibilita intervenções diversas e maleáveis.

Desinstitucionalização: remodelação da assistência em saúde mental nas últimas décadas, promovendo direitos, proteção e acolhimento na comunidade, reabilitação de pacientes e estratégias integradas de enfrentamento ao crack e outras drogas.

Modelo Psicossocial
  • Base: soma de fatores relacionados ao indivíduo, integralidade, territorialização e participação.
  • Ênfase no indivíduo e suas implicações subjetivas e socioculturais.
  • Reinserção social e resgate da cidadania.
  • Livre trânsito do usuário e da comunidade. Diálogo ativo.
  • Organograma horizontal, interdisciplinaridade, autogestão e singularização.

O modelo psicossocial vê o indivíduo como pertencente a uma família e sociedade, participante principal de seu tratamento.

Diretrizes para o Funcionamento dos CAPS

Art. 2º da Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011 – Institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Diretrizes fundamentais:

  • Respeito aos direitos humanos, garantindo autonomia e liberdade.
  • Promoção da equidade, reconhecendo determinantes sociais da saúde.
  • Combate a estigmas e preconceitos.
  • Garantia de acesso e qualidade dos serviços, cuidado integral e assistência multiprofissional interdisciplinar.
  • Atenção humanizada e centrada nas necessidades das pessoas.
  • Diversificação das estratégias de cuidado e desenvolvimento de atividades no território.
  • Estratégias de redução de danos e ênfase em serviços de base territorial e comunitária.
  • Organização dos serviços em rede regionalizada, com ações intersetoriais.
  • Construção do Projeto Terapêutico Singular como eixo central.

Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

Os CAPS integram uma rede ampliada de cuidados, atuando de forma sincronizada com outros serviços para garantir integralidade, acolhimento e reabilitação psicossocial.

Atenção Básica

Unidades Básicas de Saúde (UBS), equipes de Consultório na Rua, Centros de Convivência, apoio aos serviços de atenção residencial.

Atenção Psicossocial Especializada

CAPS nas diferentes modalidades (CAPS I, II, III, CAPS AD, CAPS Infantil).

Urgência e Emergência

SAMU 192, salas de estabilização, UPA 24h, portas hospitalares de urgência/pronto-socorro.

Atenção Residencial de Caráter Transitório

Unidades de Reacolhimento, Serviços de Atenção em Regime Residencial.

Atenção Hospitalar

Enfermarias especializadas em hospitais gerais, serviços hospitalares de referência para saúde mental e álcool/drogas.

Desinstitucionalização

Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) e estratégias de reabilitação psicossocial.

Os CAPS não devem ser entendidos como a única forma de atenção à saúde mental, mas como parte de um complexo emaranhado de serviços que devem atuar de forma sincronizada e com cumplicidade para atender o usuário dentro das necessidades apresentadas em diferentes momentos.
Características do Modelo Psicossocial
  • Integralidade, territorialização, descentralização e participação social.
  • Ênfase no indivíduo, subjetividade e contexto sociocultural.
  • Reinserção social e resgate da cidadania como objetivos centrais.
  • Trabalho com família e sociedade para promover mudanças e tratamento.
  • Diálogo ativo: o paciente fala e é ouvido, participante principal.
  • Livre trânsito do usuário e da comunidade; serviço como ponto de escuta.
  • Organograma horizontal, interdisciplinaridade e autogestão.
Projeto Terapêutico Singular (PTS)

O cuidado nos CAPs AD é organizado a partir da construção conjunta entre equipe, usuário e familiares. O Projeto Terapêutico Singular permite:

  • Intervenções individualizadas e flexíveis.
  • Articulação com a rede intersetorial (educação, assistência social, justiça).
  • Acompanhamento longitudinal e avaliação contínua.
  • Estratégias de redução de danos e reinserção comunitária.
O tratamento proposto é moldado individualmente, possibilitando intervenções diversas e maleáveis, sempre respeitando a autonomia do sujeito.
Estratégias Territoriais e Redução de Danos

Redução de Danos

Abordagem que visa minimizar os riscos e danos associados ao uso de substâncias, sem exigir abstinência imediata, respeitando o momento e as escolhas do usuário.

Territorialização

Atuação no território de vida do usuário, fortalecendo vínculos comunitários, promovendo inclusão social e articulando equipamentos locais (escola, CRAS, UBS, etc).

Apoio Matricial

Retaguarda especializada oferecida pelos CAPS às equipes da Atenção Básica, ampliando a resolutividade e o cuidado compartilhado.

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